EXTENSÕES DE MARCAM MOVIMENTAM O MERCADO BRASILEIRO

Grandes nomes como Bic, Gillette e Danone investem em ampliar seu portfólio para se fortalecerem



O que leva um consumidor a escolher por determinada marca na hora da compra? Entre as milhares de respostas e teorias para essa questão está a confiança do cliente naquela companhia. Quando a compra é de um produto novo, diferente dos que a pessoa está acostumada a adquirir, ela utiliza o conhecimento que já possui sobre as marcas na hora da decisão. Nomes conhecidos no mercado, portanto, tendem a ser mais respeitados, já que passam a garantia de que aquele produto é de boa qualidade. 

É por isso que cada vez mais as empresas investem para aumentar o seu portfólio com produtos diferentes dos de sua atuação inicial. Nos Estados Unidos, as extensões de marca representam 95% dos produtos disponíveis no mercado. Aqui no Brasil esse número já é de 77% e é representado por nome fortes como Natura, Sadia, Bic, Gillette, Faber Castell e Danoninho. 

Para o consumidor, esse cenário de produtos diferentes pertencente a uma mesma marca tem prós e contras. Se por um lado ele perde as alternativas que geram concorrência, por outro ele ganha um produto de uma marca na qual já confia. “A tendência desse número é crescer, já que é mais fácil aproveitar uma marca consolidada do que desenvolver uma nova. As pessoas querem novidades sim, mas dentro das marcas que já conhecem”, afirma Cecília Russo, Diretora Geral do Grupo Troiano, que realizou a pesquisa A Grande Família: Ampliando os Domínios de Marca.

Pesquisar é fundamental
Embora aumentar o número de produtos represente para essas marcas a conquista de novos clientes e o fortalecimento de laços com os antigos, também há riscos nesse processo. Conforme o número de produtos associados a uma marca-mãe aumenta, os consumidores são forçados a alterar a imagem que têm da empresa. Por isso, o processo de extensão deve ser analisado e feito com cuidado.

Para saber se a sua imagem não será prejudicada com os novos produtos, a empresa deve saber o que exatamente o consumidor pensa dela para que, a partir daí, os investimentos em determinados tipos de lançamentos seja certeiro. Esse tipo de análise fez a Gillette enxergar que poderia lançar, sem riscos, produtos diferentes das lâminas de barbear. A companhia estudava se deveria criar produtos masculinos com novas marcas, para não prejudicar a “mãe”.

“Fizemos uma série de pesquisas que nos mostraram que os novos produtos poderiam carregar a herança da qualidade da Gillette. Mesmo assim tivemos que investir em um plano de mídia muito forte para que as pessoas reconhecessem nossas novas linhas”, conta Carlos Souza, Gerente de Marketing da Gillette. Assim chegaram ao mercado, entre abril e junho deste ano, desodorantes, produto para barbear, para a pele e gel para cabelos. 

Com a filosofia da marca
Para lançar itens além do Danoninho tradicional, a Danone também investe constantemente na sua área de Pesquisa e Desenvolvimento, sempre em busca de inovações. Todos os produtos lançados devem estar dentro das áreas de atuação da companhia, que são lácteos frescos, águas, nutrição infantil e medical, alinhada com sua missão de levar saúde para as pessoas. Apostando sempre nessa filosofia, a Danoninho conta hoje, além de seu Petit Suisse original, com versões do iogurte em UHT, em garrafa, potão, ice, mix de sabores e com cereais, todos com uma forte conexão com o produto “mãe”. 

O trabalho na Bic também é realizado para manter os ideais do produto original. Para a empresa, mais importante do que vender mais com um portfólio maior, está a imagem da marca. A marca da famosa caneta se consolidou no segmento de papelaria com liquid paper, cola bastão, lapiseira, entre outros, para aí sim investir em outros segmentos com o cuidado de não alterar a imagem que a marca consolidou ao longo de 65 anos de existência. “A missão da Bic é oferecer soluções simples, confiáveis, acessíveis e bem distribuídas. Por isso, todo produto que entrar em nosso portfólio deve obedecer a essa premissa”, afirma Emerson Cação, Diretor de Marketing da Bic Brasil.

Para o executivo, os produtos da Bic ainda têm que ser inovadores em alguma característica. A Bic desenvolveu o barbeador descartável, isqueiros com mais segurança e investiu nas pilhas como forma de representar energia portátil, de qualidade e segura. Hoje a marca conta ainda com linhas de produtos para barbear. "Se tivéssemos notado que qualquer produto desses alteraria a imagem que o consumidor tem da marca, não faríamos nenhum lançamento”, afirma Cação.

Investir em Marketing não é suficiente
A Bic investe também para que o público passe a conhecer e confiar nos seus novos itens. Esse é o objetivo da campanha dos acendedores da marca, a MultiBic-se, que reforça a ideia de que a marca tem diferentes produtos que se encaixam na realidade de cada consumidor. “O público tem que saber que a Bic é mais. E é maior cada vez mais”, completa o Diretor de Marketing da companhia em entrevista ao Mundo do Marketing.

Se construir uma marca custa cerca de US$ 250 milhões, investir em pesquisas, no desenvolvimento do produto, em campanhas de publicidade e de Marketing de uma extensão de marca ainda sai mais barato. O grande erro porém, é achar que após a marca estar consolidada, ela poderá lançar qualquer tipo de produto que agradará ao consumidor. “A Parmalat era muito forte no segmento de lácteos quando resolveu ampliar seu portfólio com molhos de tomate. Não deu certo. E não foi por um problema de distribuição, divulgação ou por qualquer outra coisa, mas sim por falta de autoridade da empresa naquele assunto”, conclui Cecília Russo, do Grupo Troiano.


MÍDIAS SOCIAIS PRECISAM DE PROFISSIONAIS DE COMUNICAÇÃO

Boa notícia: cada vez mais as empresas estão usando as mídias sociais para se comunicarem com seus clientes. Má notícia: cada vez mais as empresas estão colocando pessoas que não entendem nada de comunicação para comandarem essas mídias.

O uso das mídias sociais no âmbito empresarial ainda é nebuloso e misterioso para muitos empresários, especialmente para os que nunca antes deram importância à comunicação da empresa. Em minhas pesquisas no TwitterFacebook e, algumas vezes, no Orkut, vejo que existe a intenção de tentar compensar anos de descaso com relação ao consumidor com a criação desesperada  de perfis em várias redes sociais e a contratação de alguém para “gerir” elas. A gestão, nesse caso, se resume a falar que Fulano, da diretoria, está em reunião e que mês que vem talvez eles estejam participando de uma feira da qual ninguém nunca ouviu falar. Só.

É a clássica diferença entre estar na Internet e ser alguém dentro dela. Os gestores de empresas devem compreender que não basta reservar cadastros em mídias sociais e atualizá-los de tempos em tempos. E mesmo quando a atualização tem certa constância, isso não significa eficiência no trato com o cliente. É preciso se comunicar, não apenas falar. Disparar tweets, recados ou posts com a mentalidade retrógrada de um canal unilateral de comunicação é um monólogo egoísta e até narcisista.

Coisas que muitas empresas estreantes nas mídias sociais fazem de errado:

·         Falar somente o que se passa na empresa: isso interessa exclusivamente ao dono ou dona dela. Como cliente, não quero saber o que foi servido no refeitório na hora do almoço da empresa; quero sim saber o que ela pode fazer para melhorar minha vida;

·         Atualizar com grandes intervalos de tempo: como ter presença na Internet sem dar as caras todo dia, várias vezes? Postar uma ou duas vezes na semana é tão eficaz quanto não postar nada;

·         Misturar notícias e links que nada tem a ver com a empresa: esse é um erro muito comum. Ao contratar um pós-adolescente que é fissurado em mídias sociais, mas nada entende de comunicação, muitas vezes ele posta conteúdo que o interessa, mas que difere da missão e objetivos da empresa, provocando confusão na cabeça do cliente.

Antes de colocar qualquer pessoa para atualizar as mídias sociais da sua empresa, pense nas consequências de deixar de contratar um profissional de comunicação devidamente capacitado. Pode ser que o preço cobrado por eles seja maior, mas o resultado eu tenho certeza que será muito, muito maior e melhor.

STARLINE LANÇA PROJETO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

PAHPUM 
Projeto de Qualificação Profissional


Starline, empresa nacional de desenvolvimento de software presente há 11 anos no mercado mineiro em parceria com o Senac Minas, instituição educacional focada na capacitação profissional, lança o PAHPUM – Projeto de Qualificação Profissional.
Esse projeto consiste em proporcionar um curso gratuito de Introdução à Lógica de Programação com a intenção de formar profissionais qualificados para integrar a equipe da Starline.
Os alunos aprovados no curso terão chances de contratação em vários níveis para atuarem na área de programação da Starline.
Conto com a colaboração de vocês para divulgarem o Projeto. Uma oportunidade para quem quer iniciar uma carreira de sucesso.
Clique aqui para mais informações.


SEGUNDO KOTLER, O MARKETING PRECISA SER REINVENTADO

Kotler: “Temos que reinventar o Marketing”

Kotler: “Temos que reinventar o Marketing”

Por pelo menos três vezes, Philip Kotler chamou atenção para a necessidade de reinventar o Marketing durante sua apresentação na HSM Expomanagement 2010. Para o guru do mercado, o Marketing como está sendo feito hoje em dia será menos efetivo no futuro. Seu orçamento será diminuído, os executivos terão que fazer mais com menos e definitivamente precisarão aprender a medir o retorno sobre o investimento em Marketing, o que ele chamou de ROMA.

As empresas também precisarão sair do Marketing 1.0 e do 2.0 em direção ao Marketing 3.0. A grande maioria, 70%, ainda está na primeira fase, onde a companhia se preocupa apenas em fabricar bons produtos e a oferecer serviços de excelência que gerem lucro. No estágio 2.0, há cerca de 25% que desenvolvem a etapa anterior e se propõem a conhecer o cliente e a criar um relacionamento com ele, que passa a ter uma relação emocional com a marca. Já o Marketing 3.0 engloba os dois anteriores, mas incorpora a preocupação com os problemas da sociedade, com a sustentabilidade, com a co-criação e tem causas que engajam o cliente.

Segundo Kotler, focar na sustentabilidade é o caminho necessário para não voltarmos aos primórdios do mercado, quando havia escassez de produtos. Ao contrário do problema atual, que diz respeito ao excesso de oferta e obriga o Marketing a gerenciar a demanda. “Se negligenciarmos a sustentabilidade, vamos entrar numa era de escassez e não precisaremos de Marketing”, afirma o especialista. O mesmo acontece com a migração das verbas da publicidade para o ponto de venda.

Marketing Estratégico

Na briga cada vez maior entre muitos players e uma mesma categoria, o espaço na gôndola pode aumentar em um primeiro momento, mas diminuir na sequência porque o consumidor não terá mais na mente a força da marca que deixou de anunciar na mesma proporção. Onde é necessário maiores investimentos é nas mídias sociais, aponta Kotler. “Tem que energizar a marca sempre porque quando ela está madura ela tende a perder atração”.

Outra mudança necessária no Marketing é deixar de focar apenas em questões táticas, o que mais acontece nos dias de hoje. É preciso que exista um departamento de Marketing Estratégico. “Faltam líderes com visão estratégica”, analisa. A missão deste novo departamento é descobrir e criar produtos que os consumidores vão querer e desejar no futuro. Esse setor também é importante para criar comunidades que juntem consumidores em torno da marca e possam dar sugestões de melhorias. “A palavra chave é criar valor. Temos que buscar tendências antes dos concorrentes”.

Os clientes hoje têm outras preocupações que não são apenas ter bons produtos. “Há pessoas preocupadas com a questão da falta de água”, aponta Kotler. Por isso, é necessário que as empresas tenham valores que sejam representativos e reconhecidos pelos consumidores. As marcas, agora, devem ajudar as pessoas a realizarem suas aspirações. “As empresas tem que ter causas, propósitos. Todos nós buscamos um sentido na vida”.

Kotler: “Temos que reinventar o Marketing”

PARQUE NACIONAL MARÍTIMO! UMA PROPOSTA GENIAL


Até o fim do ano começará a última fase do trabalho. DeCaires, o Parque Nacional Marítimo e a Associação Náutica de Cancún vão convidar outros artistas para contribuir para o museu submarino.

 

Um exército de figuras humanas vai deixar a praia em Cancún, no México, para ser submerso. As esculturas de Jason DeCaires Taylor vão ajudar na recuperação das barreiras de corais .

 

As esculturas são feitas de cimento. Com sua obra, DeCaires tenta unir a arte e o meio ambiente .
 

Sua obra, ' A Evolução Silenciosa ' , é inspirada em pessoas reais - na maioria mexicanos comuns - que foram transformadas em esculturas submarinas para dar abrigo à vida marinha .
 

O escultor conta que há enorme pressão sobre os corais na região de turismo intenso. Sua intervenção tenta representar a responsabilidade de todos sobre os danos ambientais, sob uma perspectiva ' otimista ' .


A composição química e o acabamento em cimento das esculturas promove a colonização da vida marinha, que com o tempo vai cobrir as esculturas em cores diferentes.
 

As primeiras peças deste museu submarino, submersas em 2009, são o ' Homem em Chamas ' (baseado em um pescador local), o ' Colecionador de Sonhos Perdidos ' e a ' Jardineira da Esperança ' , na foto acima.
 

Com sua obra, DeCaires quer ressaltar que, apesar de nos cercarmos de edifícios, não podemos esquecer o quanto dependemos da natureza .
Museu Subaquático de Artes, Cancún (Esculturas de Jason DeCaires Taylor)

 

O principal grupo - que consiste em 400 figuras pesando mais de 120 toneladas - será submersa nas próximas semanas. Quando isso ocorrer, o artista vai perder o ' controle estético ' sobre sua obra, que ficará a cargo da natureza.

 

Os modelos vivos usados por DeCaires vão desde uma freira de 85 anos até um menino de 3 anos. Para fazer os moldes, ele cobriu de gesso um contador, uma professora de ioga, um estudante, um acrobata e até um jornalista da BBC.

CARRO URBEE É TODO FEITO EM IMPRESSORA 3D

Um veículo híbrido será o primeiro carro a ter todo o corpo confeccionado em uma impressora 3D.

Carro Urbee é todo feito em impressora 3D
O projeto é uma parceria entre a Stratasys e o grupo de engenharia Kor Ecologic.

O Urbee funciona a base de uma mistura de combustível elétrico e líquido – gasolina ou etanol. Ele faz mais de 320 km/h na estrada, rodando 88 km por litro. Já na cidade, a máxima é de 160 km/h e consumo de um litro a cada 44km.

O uso combinado do veículo na cidade e na estrada faz 53 km por litro.

A bateria pode ser carregada durante a noite em qualquer tomada convencional ou saídas de fontes alternativas – como casas que possuem painéis solares.

Segundo os fabricantes, a principal diferença do Urbee para outros carros híbridos é que ele não foi adaptado para ser verde, mas sim pensado para ser verde desde o princípio.

O processo de fabricação usa a tecnologia de impressão 3D para eliminar as ferramentas, máquinas e trabalho manual, gerando maior eficiência produtiva e menos desperdício de material. Todos os componentes externos, incluindo os protótipos de painéis de vidro, foram criados usando as máquinas Dimension 3D Printers e Fortus 3D Production Systems na Stratasys.

O primeiro protótipo completo do Urbee estará exposto esta semana em las Vegas, durante o SEMA Show.

Fonte: Info

ANÁLISE E MENSURAÇÃO DA COMUNICAÇÃO EM REDES SOCIAIS




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CO-CRIAÇÃO COMO MODELO DE ENGAJAMENTO DO CLIENTE

Fiat e Nike mostram cases criados com informações do consumidor


Fiat mostrou que a participação do consumidor colaborativo nas estratégias de Marketing é cada vez mais importante para o sucesso de um projeto. João Ciaco (foto), Diretor de Marketing da montadora italiana, apresentou o projeto Fiat Mio, um carro-conceito que muitos gostariam de ter. Diferente de tudo o que se faz na tradicional e engessada indústria automobilística, o Fiat Mio é um modelo que está sendo criado nos moldes do consumidor, assim como os vinhos desenvolvidos pela Crushpad. Já a Nike lançou um site onde os internautas podem registrar e compartilhar os dados obtidos ao praticar uma corrida. Os resultados da ação levaram a multinacional a criar novas estratégias para grupos dentro do mesmo universo. 

A Fiat levou para dentro da fábrica as pessoas que ajudam a montar o carro, numa plataforma de inversão de processo, já que a empresa escuta o consumidor durante a produção e não antes, como é feito atualmente. Para oferecer esta interatividade com os clientes, a internet teve um papel primordial, apesar de já ser comum. No blog criado para o Fiat Mio, o internauta posta suas ideias e a empresda mede a aceitação do que já foi desenvolvido.

Ao estabelecer a base da conversa entre o consumidor e os profissionais da Fiat, o projeto definitivamente oferece a possibilidade de o participante entender que aquele carro foi feito por ele e para ele. O resultado é o cadastro de 17.140 internautas neste blog, que tem três atualizações diariamente. Na primeira triagem, a Fiat desenvolveu 21 modelos de carro-conceito. Após alguns processos de eliminação, a companhia chegoiu aos dois protótipos atuais: Sense e Precision.

Trazendo o consumidor para a conversa
O processo de desenvolvimento do Mio - por ser diferente dos demais - contou com a Casa Mio, um espaço aberto para o público entrar e ver tudo o que se passa na produção do veículo da Fiat. “Como atuamos em uma indústria fundada no segredo, Criamos uma casa aberta para todos entrarem”, diz Ciaco, durante o HSM Management 2010.

Com este processo, o objetivo da Fiat não era exatamente apresentar um novo carro ao mercado. Mais do que um modelo moderno, o grande ganho da montadora foi na forma de fazer e pensar o desenvolvimento do Mio e ao trazer o consumidor para a conversa.
Apesar de ainda estar em desenvolvimento e contar com tecnologias que ainda não estão disponíveis, o Mio já é um case. A ideia da Fiat é estabelecer uma nova conversa com os “criadores” do veículo antes dele chegar às ruas. “O processo faz o carro ser diferente. Nós somos a mão do consumidor  neste projeto”, acredita Ciaco.

Co-criação gera novas oportunidades
Na mesma linha da Fiat, a Nike também buscou inovar com base nos hábitos do seu consumidor. Usando a co-criação como conceito principal, a marca desenvolveu um portal para que os corredores pudessem mapear e compartilhar as corridas apresentando o tempo, a distância percorrida e ainda o playlist feito pelo atleta.

O resultado desta iniciativa foi que a Nike obteve 10% a mais de participação no mercado oito meses depois do lançamento do portal (nikerunning.nike.com). “A Nike diminuiu o investimento em Marketing em 52% ao substituir as grandes estrelas contratadas para validar o esporte”, afirma Francis Gouillart, Cofundador e Presidente da Experience Co-Creation Partnership (ECC Partnership).

Além de oferecer novas plataformas de comunicação com o consumidor, a Nike criou uma nova forma de experiência, onde quem as cria são os próprios atletas. “Nosso papel é não enrijecer a experiência do consumidor. Pelo contrário. Com isso, a Nike estimula a culpa ou a motivação nos atletas”, explica Gouillart.

Vinho feito por quem bebe
Dentro deste projeto, a marca esportiva percebeu uma nova oportunidade. Usando as informações capitadas com o Nike Running, a marca criou atalhos para atingir e atender os corredores mais rápidos e aqueles que praticavam o esporte em terrenos diferentes. “Isto é a busca pela co-criação”, salienta o especialista francês.

Outro exemplo citado por Francis Gouillart é a Crushpad. Seguindo um modelo genuinamente co-criativo, a vinícola muda a forma de comprar e de consumir vinhos. No site da empresa, o internauta decide tudo, literalmente. Com a ajuda dos fundadores da empresa, qualquer pessoa pode produzir o seu próprio vinho, desde o cultivo da uva até o rótulo.

Diante da tela do computador o internauta decide qual a garrafa que será usada e, por meio de câmeras, pode acompanhar em tempo real o trabalho da Crushpad. “O cliente decide em quanto tempo o vinho será envelhecido, como será a embalagem e até a rolha”, completa.

MATERIAL IMPRESSO OU DIGITAL: O QUE ATRAI MAIS O CLIENTE?

 Especialista fala sobre os novos formatos na hora de seduzir os consumidores


Atualmente há uma demanda crescente e natural pelo ambiente digital. Por isso, a exposição e o posicionamento de uma marca na rede é hoje um movimento extremamente importante para a sua projeção. A grande dúvida que surge com todo esse processo é quanto à substituição do impresso pelo digital.

Segundo o diretor da Agência Trato, Átila Alexandre, não há uma substituição, mas uma adição dos meios disponíveis. Para ele, as mídias se complementam. "A área digital oferece mobilidade, interatividade, capacidade de mensuração dos resultados, enquanto a comunicação impressa tem grande poder de segmentação e atinge uma faixa etária importante no que concerne ao poder aquisitivo".

O diretor ainda complementa afirmando que "um informativo, por exemplo, se o orçamento não permite imprimir e enviar exemplares pelo correio, a opção é editá-lo digitalmente. Antigamente isso não era possível".

Impresso x Digital

A mídia impressa possui um grande poder de convencimento junto ao espectador. A diversidade de formatos, a riqueza dos materiais e texturas, as cores vibrantes e as definições de imagens são recursos que ajudam a fixar na mente do consumidor o objeto almejado. Porém, tecnologias como o Ipad, já são realidade em outros mercados e representam uma revolução no meio digital, disponibilizando recursos de interatividade que já causam uma migração da mídia impressa.

Certos tipos de comunicação como, por exemplo, embalagens, wobblers, convites, materiais promocionais de ponto de venda, entre outros, são por essência impressos. Porém, sem dúvida, o ambiente digital propicia uma gama de estímulos como vídeos, animações em flash, galerias de fotos, que são excelentes artifícios de venda.

Para o diretor da Agência Trato, a comunicação se equilibra hoje diante de um público que ainda aprecia a enriquecedora experiência sensorial do impresso, mas que caminha junto ao avanço da tecnologia. O Kindle, leitor digital, já acumula acervos online disponibilizados por várias bibliotecas do mundo. "A tendência lógica seria a diminuição do uso do papel em virtude das outras tantas formas de expressões que surgem, mas o que seria da realidade aumentada sem a base do arquivo impresso? A evolução dará a resposta", analisa Alexandre. 

Fonte: FBDE / NEXION

ENTENDA PORQUE OS BRASILEIROS SÃO VICIADOS NO TWITTER

Por que nós, brasileiros, utilizamos tanto o Twitter?

Que somos viciados em Redes Sociais  e comunicação, isso já sabemos! Somos muito comunicativos e essa poderia ser uma explicação bem simples para entendermos porque adoramos tanto o Twitter e as Redes Sociais. Mas, o pessoal do TIME foi mais adiante e tentou entender porque a rede é tão popular em nosso país.

Segundo a matéria do Time, os americanos ainda são a nacionalidade mais representada, entre 160 milhões de pessoas cadastradas e que utilizam oTwitter. Eu tenho dúvidas sobre este número.

Mas, o tráfego internacional do Twitter  responde atualmente por 65% do conteúdo total do site, com crescentes seguidores na Europa e Ásia. No Brasil, o site tem esculpido um nicho verdadeiramente especial. Em um país conhecido por seu enorme abismo entre ricos e pobres, o Twitter conseguiu reduzir bastante a divisão de classes sociais.

O sucesso do Twitter no Brasil, diz James Green, professor de estudos brasileiros e Português da Universidade de Brown, está intimamente ligado à história da ascensão do país a partir da sombra do autoritarismo para a sua nova situação, como uma potência global de brotamento. Depois da ditadura militar, um conjunto restrito de conglomerados de mídia ajudou a unir os emergentes do país à sociedade civil.

Apesar de sua imensidão geográfica – que englobam os confins da Amazônia para a sua metrópole no Atlântico – o país está acostumado com a falta de diversidade em sua mídia. Então, quando o Twitter chegou ao local, os brasileiros estavam dispostos a abraçar este último fenômeno de mídia.“Há uma forte consciência da importância e do poder do país, e o fato de que o Brasil está longe do resto do mundo motiva os brasileiros. Há uma sede imensa de saber qual a tendência mais recente.”, diz Green.

Orkut fez algum sucesso no EUA, mas no Brasil o site foi o beneficiário de 36 milhões de visitas únicas em agosto, segundo a comScore. Em apenas um ano, o Facebook teve um crescimento de 479% no número de membros, passando de 1.000.000 para 9.500.000 de membros brasileiros. É um fenômeno que está plantando raízes profundas. “Minha irmã tem 10 anos, minha avó tem 82 anos e ambas têm Twitter.”, Gabriel Simas, que promove bandas teen da MTV Brasil através do Twitter.

abcs