PROPAGANDA PRA CLASSE C NÃO DEVE SER BURRA OU FEIA

Para especialista, publicidade é elitista e não compreende bem o Brasil em sua totalidade

Simone Reis

Em 1933, o escritor recifense Gilberto Freyre chocou ao expressar um retrato fiel do Brasil sem preconceitos. Seus pensamentos deram origem à Casa-Grande & Senzala, obra polêmica que descobriu a identidade do país. Criou-se ali uma nova auto-imagem do brasileiro.

Quase 80 anos depois, no entanto, a tal realidade brasileira não segue tão bem interpretada – e divulgada - pela indústria da comunicação. Pelo menos na visão do também nordestino André Torreta, sócio-diretor da Ponte Estratégia. Para ele, a publicidade é elitista, não compreende bem o Brasil em sua totalidade porque nunca houve necessidade. Mas o constante avanço da classe C (53% do país) mostra que será preciso em breve.

Nesta entrevista, Torreta é contundente ao criticar o olhar raso da publicidade focada nos maiores mercados, diz que propaganda para a classe C não deve ser “burra" ou "feia”, e defende sua terra natal. “Hoje em dia é chique ser baiano. Deixamos de construir prédio pra fazer propaganda”.

A Classe C cresce assustadoramente. As marcas e agências acompanham o ritmo para oferecê-la uma comunicação ideal?

André Torreta - Algumas estão acompanhando e outras estão se adaptando, até porque esse é um processo muito novo e rápido que está acontecendo no Brasil de hoje. Obviamente existem percalços para as empresas. E, como tudo na vida, alguns acompanham e outras vão ficar pelo meio do processo.

Você costuma falar sobre a elitização da publicidade brasileira. Explique isso...

André Torreta - Durante muitos anos, o mercado de comunicação falava apenas com os 30 milhões de brasileiros que consumiam. Como os outros 170 milhões não consumiam, a indústria de comunicação não falava com esse cara. A ilha de Manhattan de São Paulo falava com a ilha de Manhattan de São Paulo, afinal o cara da “perifa” não tinha importância nenhuma. A indústria da comunicação foi formatada pra falar com a elite brasileira. E aí vem o susto e a necessidade de mudança. Temos que aprender a falar com o brasileiro médio.

Essa mudança vai obrigar agências e anunciantes a saírem da zona de conforto?

André Torreta - Vai ter que ser discutido o que é uma comunicação brasileira. Não o que é o sonho de fazer uma comunicação igual à de Nova York ou igual à de Londres, mas sim fazer uma propaganda brasileira. Hoje a gente tem auto-estima suficiente de querer e gostar disso.

Na sua visão, elas ignoram o Brasil como ele é?

André Torreta - Ignorar é uma expressão muito forte. Eu acho que elas não compreendem muito bem o Brasil porque nunca precisou. Não é questão de competência ou incompetência, mas sim de necessidade. O mercado do Centro-Oeste não era desenvolvido há 10 anos, então não vou gastar dinheiro com isso. O Nordeste era importante há 15 anos? Não. Então por que vou perder dinheiro com isso? Quando passa a ser, eu tenho que ir atrás desse conhecimento.

Qual sua percepção sobre o tipo de abordagem à classe C. Ela é subestimada?

André Torreta - Existe uma lenda urbana no mercado que diz que propaganda pra classe C deve ser feia ou burra. Não. Propaganda pra qualquer classe social tem que ser inteligente e bonita. Outra lenda é que as pessoas não entendem direito. Elas são inteligentes com qualquer outra pessoa. Não é a classe social que diferencia a inteligência de uma pessoa e de outra. Então essas lendas atrapalham o processo, porque tem gente que acredita nisso.

Você consegue traçar um paralelo entre o perfil de consumidores da classe C com os da A e B? Ou só o que difere é a condição financeira?

André Torreta - Todo brasileiro é igual, mas o nordestino é diferente do paulista, que é diferente do carioca. O que teremos são anseios e desejos diferentes, não melhores ou piores. Todo mundo quer um produto da Apple? Se é o melhor, por que o cara não vai querer? Tem gente que tem muito menos dinheiro, então o produto tem que ser diferenciado. É preciso fazer adequações, mas o ser humano é o ser humano tanto aqui quanto na China.

O que você espera para essa melhor distribuição do bolo publicitário? Em quanto tempo o Nordeste vai se destacar?

André Torreta - Grandes empresas já regionalizam produtos e departamentos. E o mercado publicitário vai ter que correr atrás disso porque o bolo da decisão já está se realocando em Recife, Salvador...você aloca o processo decisório para fora do eixo Rio –SP. Isso puxa os fornecedores e temos que entender que em cinco anos nada do que foi será.

Você é nordestino?

André Torreta - Sou de Salvador. Hoje em dia é chique ser baiano (risos). Deixamos de construir prédio pra fazer propaganda.

Fonte: Exame

LA VIOLETERA LANÇA CAMPANHA INSTITUCIONAL 2011

Figueroa e Associados desenvolve campanha institucional 2011 da La Violetera



A Consultoria Figueroa e Associados, que presta serviços na área de comunicação, desenvolveu a campanha institucional 2011 da Importadora La Violetera. A empresa produziu materiais novos de ponto de venda, como bobinas, woobler e topos de ilha, que já podem ser vistos nas principais redes de supermercados.

Como a La Violetera conta com uma marca tradicional, reconhecida e preferida por consumidores de todo o Brasil, a missão assumida pela agência foi ressaltar o aspecto "marca" e mostrar a associação entre ela e o cotidiano do cliente.

O conceito básico trabalhado pode ser expresso por "La Violetera marca sua vida", a fim de imprimir nos materiais termos como ‘sua receita’, explorando esta linha inclusive em datas comemorativas, a exemplo de Páscoa e Natal.

Este conceito permitiu a construção de chamadas simples e diretas que, acima de tudo, têm em seu ponto central a percepção do consumidor em relação a uma marca tradicional. “A simplicidade do apelo funciona mesmo em mercados onde a marca procura ampliar sua participação”, considera Patrícia Figueroa, diretora da agência. 

Ela explica que, ao mesmo tempo em que procurou cobrir a maior quantidade de pontos de vendas possíveis, equilibrando custo e benefício, a campanha busca aumentar o envolvimento do consumidor pela valorização da qualidade e da tradição da marca, informando a ele detalhes relevantes sobre os benefícios do produto.

Ficha Técnica

Comunicação: Figueroa e Associados Ltda
Criação: Danilo França
Planejamento: Patricia Figueroa
Fotografia: Photopix

Sobre a La Violetera

Localizada na cidade Industrial de Curitiba (PR), em uma área de mais 20 mil m2, a La Violetera nasceu em 1928, e hoje é uma das maiores e mais tradicionais importadoras do ramo alimentício do Brasil. É responsável pela importação de um grande número de produtos como: azeitonas, azeites, acetos, frutas secas, coco ralado, leite de coco em pó, conservas e condimentos, frutas em calda, cereais, massas e snacks. Os produtos da La Violetera podem ser encontrados nas lojas de varejo e atacado em todo o território nacional. Em seu parque fabril, trabalha com equipamentos de última geração e uma equipe altamente especializada, que alia tecnologia e o conhecimento milenar das diversas regiões do mundo de onde originalmente as matérias primas são importadas.

Fonte: Fabiane Ribas | Conexa Comunicação

PALÍNDROMO. O EDITORIAL E SUAS RELAÇÕES

Palestra com Gustavo Greco



Gustavo é diretor de criação da Greco Design. Com foco em identidade visual, projetos editoriais, sinalização e material promocional, sua empresa vem se destacando no cenário nacional. Além de ter sido contemplada com importantes prêmios, como o Max Feffer e o Prêmio Abril de Publicidade, a empresa teve projetos selecionados para as últimas cinco edições da Bienal Nacional de Design Gráfico e para publicações internacionais.

Dia 25 de maio, às 19h30.
Auditório do IEC (PUC-MG)
Av. Brasil, 2023, sexto andar, Pça da Liberdade

Inscrições gratuitas: tio@flaviotofani.com.br
Apoio: Curso de Pós-graduação em Gestão de Marcas da PUC-MG 

O BRANDING MINAS 2011

Teaser Branding Minas 

Clique aqui e saiba mais informações sobre o evento

A ESTRATÉGIA E OBJETIVOS DA FORÇA DE VENDAS

Em meio às diversas transformações que impactam as empresas, a tecnologia está criando alguns novos desafios. O livre fluxo de informações na internet bem como o estabelecimento de novas formas de se fazer negócio faz com que uma das mais tradicionais atividades de mercado como a administração de vendas assuma importância cada vez maior. O marketing tem como objetivo gerar no consumidor a propensão ao consumo analisando as ameaças e oportunidades do macroambiente e tem sua concretização efetivada através das atividades de venda que irão operacionalizar suas decisões e dar retorno obtendo informações do mercado . É através do plano de vendas que planejamos, direcionamos e controlamos as atividades de vendas de uma organização. Para organizar de forma pró-ativa seus esforços de venda a atingir suas metas de venda, os gerentes ou vice-presidente de marketing e vendas devem levar em consideração a ciência da elaboração de cenários como abaixo recomendamos:

1. Identifique as incertezas (econômicas, sociais, demográficas, políticas);
2. Determine os fatores que podem ocorrer para mudar a demanda do setor (tecnologias em desenvolvimento, agressividade dos novos players, etc...);
3. Determine pressuposto a cada fator causal;
4. Trabalhe com pressuposições: Pessimista / otimista / realista;
5. Analise como a estrutura da empresa será impactada por cada pressuposição;
6. Estabeleça o curso para se beneficiar mais de cada situação;
7. Preveja os resultados de cada cenário .

Para garantir um mercado cada vez maior para seus produtos, as empresas devem organizar as forças de vendas e definir seus objetivos. Os objetivos da força de venda devem ser pautados dentro da realidade e características dos mercados-alvos em que atuam e na posição almejada dentro dos mesmos. A visão tradicional que norteia ainda as forças de vendas de grande parte das organizações é a da preocupação com o volume de vendas gerado, cabendo ao departamento de marketing a tarefa de apurar a estratégia e rentabilidade. Entretanto, uma outra visão mais atual vem ganhando espaço dentro de um mercado cada vez mais globalizado e competitivo. É a visão focada na satisfação do cliente e no lucro da empresa. Hoje os fornecedores de bens e serviços estão vendo o conteúdo informativo de suas ofertas como maior fonte de valor agregado e fator determinante de margens de lucro mais elevadas. Dessa forma cabe à força de venda analisar os dados de venda, medir o tamanho do mercado, orientar os planos de marketing. Neste contexto não podemos desconsiderar o papel da venda pessoal que funciona como um elo de ligação entre a empresa e o cliente.

A venda pessoal é o elemento interpessoal do composto de promoção. Todo o sistema funciona em torno do conceito de vendas de solução, onde o valor agregado está na percepção dos clientes e na sua utilização. Os vendedores devem estudar os clientes para conhecer melhor suas necessidades, customizar a oferta fazendo constantes alterações em seu mix de merchandising, e acima de tudo empregar os argumentos adequados à efetivação da venda. É comum no ambiente de vendas encontrarmos dificuldade dos quadros de vendedores/ consultores em entenderem a diferença conceitual sobre benefícios e vantagens, sendo a primeira alguma característica que meu produto tem e está ligada à necessidade do cliente; e o segundo, àquilo que meu produto tem e o concorrente não lembrando que uma vantagem pode ser copiada rapidamente pelos nossos concorrentes (p.e. preço, prazo de entrega e pagamento, etc...). É importante considerarmos cuidadosamente a preparação e utilização das equipes de venda pessoal, pois na verdade quando estamos vendendo um produto, a imagem da empresa é imediatamente associada a seu desempenho e comportamento. Vale notar, que igualmente, a escolha da natureza da abordagem de venda, a saber – estímulo /resposta; análise de necessidades e soluções de problemas –, são fundamentais para o êxito dos planos de venda haja vista que o custo médio por visita até o fechamento de uma venda é alto e relevante nas margens e resultados esperados.

Por fim, é de se ressaltar que as empresas estabelecem diferentes objetivos de venda para suas forças de venda, algumas destinando maior tempo à base de clientes atuais, outras para novos produtos, e há ainda modelos de funções diferentes tais como assistência a clientes insatisfeitos e orientação de produtos.

Por Claudio Goldberg
Fonte: Mundo do Marketing

OS 4 PILARES DA COMUNICAÇÃO DIGITAL


A comunicação digital, por mais que trabalhemos há alguns anos com ela, ainda é nova no Brasil. Tem muito para expandir, tem muito que se aprender e claro, muito ainda a fazer. Me causa estranheza ainda algumas empresas quererem inovar na comunicação e no marketing digital, se ainda não fazem o básico que é a construção de um site que represente o DNA da marca e que seja relevante aos usuários.
 
O usuário de internet é mais exigente, quer conteúdo, quer falar com as marcas e não está mais no site da marca A, B ou C. O digital está cada vez mais fragmentado e é preciso entender isso.
O que quero passar nesse artigo é um resumo do que penso como os 4 pilares da comunicação digital. Vejo que quanto mais às marcas olharem para essa matriz, mais terão sucesso no mundo digital; não quero aqui dizer que essa matriz é de minha autoria e que se seguir qualquer marca vai ganhar milhões na web, mas pretendo passar aqui apenas uma visão do que tenho visto no mercado, principalmente de cases de sucesso no mundo digital que se não seguem esses 4 pilares, pelo menos um deles é o que faz a diferença na ação.
Como profissional de planejamento estratégico digital, afirmo que é obrigação nossa – e incluo todos que trabalham com planejamento – conduzir as marcas ao sucesso; somos nós que pensamos estrategicamente a marca e como o nosso consumidor ou público-alvo interage com ela, como as pessoas se relacionam com uma marca ou produto e esse comportamento é repassado na web, em resumo, nós pensamos como uma ação na web pode gerar mais vendas no ponto de venda.

ENGAJAMENTO

 

É a palavra do momento na Internet. Há anos que estudamos propaganda e sabemos que a melhor de todas as propagandas é o boca-a-boca. Uma marca de carros pode gastar milhões de reais nos principais veículos de comunicação, mas se o pai, vizinho ou amigo, disser que o carro concorrente é melhor, é enorme a tendência de compra do concorrente. Esse comportamento é o que as marcas buscam no engajamento digital, onde sua comunicação desperte o desejo do consumidor a indicá-la aos amigos, redes de contato ou incluir um post positivo em seu Blog. Não é uma tarefa fácil, afinal, o consumidor está cada vez mais exigente e com isso, está mais difícil de convencê-lo de que uma marca ou produto é realmente o melhor para ele.

RELACIONAMENTO

 

Um jeito de fazer com que o consumidor se engaje com a marca é se relacionar com ele. Pessoas que amam, não traem. Essa frase pode ser manjada, batida, mas não deixa de ser verdadeira. Planners usam o cotidiano das pessoas para pensar em ações para elas, entendemos o que se passa na cabeça do consumidor e como isso pode nos ajudar estratégicamente. Quando se ama, se está apaixonado (a) não traímos. Isso vale para marcas também. Se relacionar com o consumidor é fundamental!!! Já foi o tempo em que enviar um e-mail marketing era se relacionar com o consumidor na web. As Redes Sociais estão ai, pessoas seguem marcas porque querem falar e ser ouvidas por elas, querem conversar, querem conselhos sobre produtos, querem saber o que há de novo, querem ler notícias sobre a marca e sobre o cenário que essa marca está inserida.

CONTEÚDO

 

Ninguém segue Twitter parado, ninguém entra em comunidade do Orkut “as moscas” e ninguém volta a site desatualizado. Não se compra Smartphone porque é um celular mais bonito, não se abre o browser esperando que algo aconteça, não se busca um termo no Google por diversão. As pessoas vão atrás de conteúdo. Quando se entra no Google e digita “celular com MP3” as pessoas querem notícias sobre o aparelho, saber as melhores opções, ver onde está vendendo, comparar preços, ver o que se fala dos modelos nas redes, enfim, as pessoas buscam conteúdo para se relacionar com a marca, e bons conteúdos geram engajamento.

PRESENÇA DIGITAL

 

Com a mídia digital cada dia mais fragmentada, as marcas tem que impactar seus públicos em diversas ferramentas. As pessoas não estão mais no sites das marcas e nem apenas no Google. Os usuários de internet estão nas Redes Sociais interagindo com pessoas por um interesse comum – e se engajado com a marca vai indicar nas redes aos amigos – pessoas estão no Twitter atrás de notícias – mais um canal de engajamento onde o conteúdo é essencial – estão jogando um game online, estão no celular em aplicativos da marca, estão acessando o site A, B e C pelo mobile de dentro do ônibus indo para o trabalho, estão visitando sites segmentados – e não apenas nos grandes portais – estão começando a usar Tablets (que será a febre de 2011), estão pedindo para receber e-mail marketing e newsletter das empresas, estão comprando pela web e pelo celular, enfim, estão em todas as ferramentas da web atrás de conteúdo relevante, onde as pessoas através de um Twitter, por exemplo, podem se relacionar com a marca e indicar.
Percebe-se o quanto esses pilares tem ligação um com os outros? É assim que o consumidor se comporta nas redes, é assim que ele interage com outras pessoas. E a sua marca, vai ficar fora dessa?
Felipe Morais é especialista e autor do livro Planejamento Estratégico Digital. Autor do Blog do Planejamento (plannerfelipemorais.blogspot.com), professor da Pós Graduação em Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia. Palestrante e consultor de marketing digital.

Fonte: Amo Marketing



APPLE PASSA GOOGLE E SE TORNA MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO

Marca Apple
A Apple já surpreendeu o mercado em 2010 ao ultrapassar a Microsoft no ranking da Millward Brown das marcas mais valiosas do mundo. Agora a empresa de Steve Jobs chama atenção mais uma vez ao deixar o Google para trás e assumir o topo da lista.
Os lançamentos do iPad e do iPhone 4 deram um incremento de 84% à companhia entre 2010 e 2011, com o valor de sua marca tendo chegado a US$ 153,3 bilhões. A do Google, por outro lado, caiu 2%, para US$ 111,5 bilhões.
IBM, com crescimento de 17%, para US$ 100,8 bilhões, McDonald’s (23%, para US$ 81 bi) e Microsoft (2%, para US$ 78,2 bi) completam o top 5.
A marca que mais cresceu no período foi a do Facebook: 246%. Isso fez com que a criação de Mark Zuckerberg alcançasse a 35ª posição, com avaliação de US$ 19,1 bi. Curiosamente, a segunda que mais cresceu foi a do buscador chinês Baidu (141%, para US$ 22,5 bi, na 29ª posição), que estaria em conversa com o Facebook para levar a rede social ao país.
A Millward Brown leva vários aspectos em consideração para chegar ao valor das marcas, entre eles a projeção de ganhos futuros e o engajamento dos consumidores.
Fonte: Portal Exame

FELIZ DIA DAS MÃES

QUAL É A FORMAÇÃO IDEAL PARA TRABALHAR COM REDES SOCIAIS?

Profissionais falam sobre a necessidade de escolas que formem profissionais para atuar na área


Destaque

A crescente necessidade das empresas monitorarem as redes sociais e planejarem ações de Marketing para estes canais é uma oportunidade para os profissionais da área. Quem deseja se dedicar ao trabalho em sites como Orkut, Twitter e Facebook tem como perspectiva salários iniciais em torno de R$ 1.500,00, mas que podem chegar a R$ 12 mil, dependendo do cargo ocupado e do porte da empresa.
 Segundo a pesquisa Marketing Visão 360º, realizada pelo Mundo do Marketing em parceria com a TNS Research International, os investimentos em redes sociais são realizados por 67% das empresas brasileiras. Ações deste tipo são as segundas de Marketing Digital mais utilizadas, perdendo apenas para o E-mail Marketing, com 80% das citações. Os números mostram o potencial da área para quem deseja apostar no segmento como oportunidade de trabalho.
Como a prática é recente, a especialização em mídias sociais ainda não é frequente no meio acadêmico. Mas se até bem pouco tempo bastava ter afinidade com a internet e as redes sociais, agora o cenário começa a se modificar e torna-se mais concorrido. Com o aumento da oferta de empregos na área, conhecer os conceitos e as ferramentas de Marketing a fundo é cada vez mais importante para saber aproveitar ao máximo as possibilidades oferecidas pelas mídias sociais.

Para isso, é necessário compreender como funciona o mercado e o comportamento do consumidor, além de construir relacionamento e fazer um bom trabalho de branding. A partir daí, é possível utilizar as ferramentas como armas dentro do planejamento de ações. Quem souber agregar conhecimentos estratégicos de Marketing ao entendimento sobre tecnologia, informática e comportamento humano pode aumentar suas chances de atuar no segmento.

Conhecimento autodidata

O processo de amadurecimento do mercado faz com que a formação dos profissionais seja, de certa forma, empírica. “Por ser algo relativamente novo, a busca por conhecimento está sendo por experimentação. As mídias sociais estão na internet há um tempo, mas o boom veio de três anos para cá”, acredita Mauricio Salvador (foto acima), Diretor Geral da E-commerce School, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mas apesar de ser válido, o aprendizado autodidata dos profissionais não é suficiente para as empresas que buscam candidatos. Hoje é possível encontrar pós-graduações em Marketing Digital, que trazem conteúdo de mídias sociais. Há ainda cursos específicos, como é o caso da E-commerce School, que oferece os de “Marketing em Redes Sociais” e “Formação de Gerente de Mídias Sociais”. 

“O cenário atual melhorou bastante em relação há três anos, quando não existiam pós, cursos e palestras sobre o tema. Ainda não há uma pós focada 100% em mídia social e também não vejo essa necessidade. O profissional que for trabalhar nesta área tem que ter base de Comunicação e Marketing para depois se especializar em Marketing Digital”, explica Andre Telles (foto), CEO da agência Mentes Digitais e autor dos livros Orkut.com, Geração Digital e A Revolução das Mídias Sociais, em entrevista ao portal.
 
Faltam mídias sociais na graduação

No ambiente acadêmico, entretanto, o tema não aparece nos cursos de graduação. “Sinto falta da disciplina de Marketing Digital, ou até mesmo de mídia social, na própria graduação de Comunicação Social. Os alunos estão saindo da faculdade sem uma base principal para permear todas as estratégias de Marketing, que hoje passam pelas plataformas digitais”, acrescenta Telles.

Já em relação às pós-graduações, o maior problema está na falta de opções fora das capitais e dos grandes centros. Outra questão é a baixa qualidade de cursos que prometem formar profissionais na área. Com o aumento da procura, é natural que apareçam também muitas ofertas.

“Têm aparecido muitos cursos na área, porque o mercado é novo e há muita demanda. Dentro disso, no entanto, há muito oportunismo. Cursos com professores pouco qualificados, ou meramente técnicos”, ressalta Nino Carvalho (foto), Consultor de Estratégias Digitais, Superintendente de Marketing da Ativa Corretora e Coordenador dos cursos de MBA e Pós MBA em Comunicação e Marketing Digital da FGV, em entrevista ao portal.

Técnica aliada a conceitos

 O risco de se tornar um profissional meramente técnico quando o assunto são as redes sociais é outro obstáculo para quem deseja atuar na área. Não adianta ter aulas que ensinam apenas a usar um software e não falam em estratégias, planejamento de Marketing ou como usar as ferramentas disponíveis na internet. Uma saída para as escolas é preencher o corpo docente com profissionais de mercado, que saibam aplicar na prática os conceitos de mídia social e tenham casos para exemplificar.

Estes profissionais são também responsáveis por contribuir para o desenvolvimento do mercado. “Ainda há uma divisão das áreas online e offline por parte da empresas. Mas acredito que daqui a um tempo teremos uma diretoria de Marketing mais integrada”, diz Carvalho, da FGV. 

As mudanças nas empresas contribuirão também para o meio acadêmico e as possibilidades de formação para quem deseja se especializar. “Na medida em que vão aparecendo cases, o mercado começa a amadurecer. Assim como hoje poucas pessoas fazem curso de informática, acredito que chegará um momento em que a questão do uso das mídias sociais será natural por estar diluída no dia a dia”, conta Salvador, da E-commerce School.

Mas o executivo lembra que, mesmo as redes sociais estando integradas à rotina dos profissionais e das empresas, é necessária uma evolução do meio acadêmico. “As técnicas para usar as redes como negócio, transformar em venda e relacionamento devem passar por uma escola e um professor experiente que ensine a linguagem. Hoje faltam profissionais para exercerem a função nas empresas, mas também há poucos professores qualificados”.


TIM E MANGUEIRA PROMOVEM CONCURSO PARA CRIAÇÃO DE LOGO


Uma parceria entre a TIM e o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira está promovendo um concurso para definir a nova logomarca da Escola. A logo deve representar o Enredo da Mangueira para 2012: “Vou festejar! Sou cacique, sou Mangueira!”.

No dia 28 de abril, o presidente da Mangueira vai anunciar no Palácio do Samba as seis marcas finalistas (os autores das logos finalistas vão ser convidados de honra do camarote do presidente no dia da festa). As seis escolhidas, então, passam pelo crivo do público, que escolhe a mais votada a ser anunciada no dia 14 de maio como a Logomarca Oficial do Enredo do Carnaval 2012 da Mangueira.

Para participar da homenagem ao importante bloco do Carnaval carioca, os interessados devem enviar a logo criada até o dia 26 de abril, em arquivo PDF com até 500 KB. As inscrições e envios podem ser feitos através do site da Escola, www.mangueira.com.br

abcs