COMO UTILIZAR AS MÍDIAS SOCIAIS PARA AUMENTAR SUA RENTABILIDADE

A primeira confusão que o assunto mídias sociais gera é a diferença entre mídias sociais e redes sociais. Vou criar, contudo, uma nova categoria -  as "mídias sociais de conteúdo" - para facilitar a nossa comunicação. As mídias sociais de conteúdo são os sites de web 2.0, colaborativos, que têm como foco o conteúdo.

Alguns exemplos são o YouTube (vídeo), SlideShare (slides), Flickr (fotos) e outros. Enquanto as mídias sociais de conteúdo se concentram em conteúdo, as redes sociais têm como pilar, os perfis das pessoas - Facebook, Orkut etc.

As mídias sociais de conteúdo são muito importantes para aumentar sua "encontrabilidade", mas principalmente para aumentar a sua taxa de conversão - ou seja, o quanto você transforma visitantes em clientes.

As mídias sociais de conteúdo são muito mais facilmente encontradas pelo Google do que a maioria dos sites. Os motivos para isso são simples: o Page-Rank, a quantidade de conteúdo(páginas) e a frequência de atualização desse conteúdo. Esses fatores em conjunto fazem com que uma mídias social seja bem vista pelo buscador e, consequentemente, bem colocada nas posições de busca. 

Um outro papel das mídias sociais é o de aumentar a taxa de conversão de visitas em clientes. Quando um consumidor encontra sua empresa no Google, caso o seu site tenha conteúdo relevante e indexável, na maioria das vezes ele está procurando por uma informação sobre um assunto, não por um fornecedor. Pelo menos não por enquanto. 

Esse consumidor está procurando informações sobre a solução que você oferece com seu produto ou serviço.

O segredo para se trabalhar mídias sociais de conteúdo para aumento de tráfego e de taxa de conversão é utilizá-las para veicular conteúdo de qualidade voltado para as necessidades do consumidor utilizando para isso os critérios de otimização do Google.

Siga as dicas abaixo e a tarefa de trabalhar mídias sociais de conteúdo ficará fácil:

. Identifique os formatos de conteúdo ideais para seu negócio. Se você for uma empresa de moda, os formatos ideais são fotos e vídeos. Se for uma banda, vídeos. Se for um advogado, texto. Cada negócio tem o seu formato ideal.

. Selecione as mídias sociais de conteúdo que trabalham com esses formatos. Vídeo, YouTube e Vimeo dentre várias outras. Fotos, SlideShare e Flickr. Texto, Scribd. Existem centenas. Só escrevi algumas poucas.

. Produza conteúdo de qualidade sobre as soluções que seu consumidor procura. Uma empresa que vende móveis não falará sobre os móveis que vende, mas sim, sobre dicas de decoração utilizando os móveis que vende. Veja esse exemplo da Posthaus utilizando vídeos para dar dicas de moda feminina para o "primeiro encontro".

. Experimente utilizar aplicativos que cadastram conteúdo em várias mídias sociais ao mesmo tempo, como o Blix.com.br e o ping.fm, para economizar seu tempo.

. "Embede" o conteúdo que você produziu nas mídias sociais no seu site. 

. Divulgue nas redes sociais a URL do seu site que tem o conteúdo produzido e embedado. Isso trará visitantes para o seu site, além de você estar sendo encontrado no Google pelo conteúdo da mídias social indexado.

Quanto mais conteúdo você tiver nas mídias sociais, mais consumidores encontrarão sua empresa, diretamente - por meio do seu site com conteúdo embedado e indicado por outros consumidores - ou indiretamente - por meio de conteúdo produzido por sua empresa nas mídias sociais e indexado no Google. 

Quanto mais contatos um consumidor tiver com sua empresa, no seu site ou nas mídias sociais, maior será a chance dele efetuar uma compra de um produto ou a contratação de um serviço. 

Espero que essas dicas lhe ajudem a aumentar seu tráfego e sua rentabilidade. Depois me avise dos resultados. 

Querendo saber mais sobre o assunto, assista o seminário online de amanhã na página Conrado Adolpho




FUSÕES, AQUISIÇÕES & BRANDING

Especialista fala sobre a valorização da marca quando duas empresas se unem.



Em 2010, as operações de fusões e aquisições no Brasil bateram recorde. De acordo com a auditoria da KPMG, foram realizadas 707 operações, já superando a marca histórica anterior de 699 transações registradas durante todo o ano de 2007. 

Entre as inúmeras questões envolvidas em um processo de fusão e aquisição, um dos pontos que se deve ficar atento é o Branding. O grande desafio é: ao unir grandes, médias ou pequenas empresas, o que fazer com as marcas? Qual a melhor estratégia para preservar ou aumentar o valor destas marcas? Ou melhor, qual a melhor estratégia para aumentar o valor dos acionistas?

Apesar dos volumes de dinheiro em jogo, conforme pesquisa da Cauduro Associados, em 20 casos de destaque de fusões e aquisições, apenas em quatro operações, houve intervenção de especialistas de Branding.

Nos demais, as soluções caseiras foram a tônica, com grandes riscos para os acionistas. A não utilização de consultores especializados em Branding pode estar levando estas empresas a perderem muito das sinergias e criação de valor, algumas das principais razões de uma operação de fusão e aquisição.

Há diversas estratégias para valorizar o ativo “Marca” em situações de fusão de empresas. Em primeiro lugar, deve-se seguir a estratégia de negócios. Como mostra o estudo da consultoria Deloitte, a principal razão das fusões e aquisições é ganhar participação no mercado. Isto significa fortalecer o vínculo com os consumidores da forma mais eficiente. Portanto, a solução de Branding ideal deve ser aquela que reduz custos e aumenta o retorno do capital – no caso, a força simbólica da marca: sua capacidade de influenciar os consumidores e outros públicos.

O maior desafio é aumentar o valor da empresa e não apenas aumentar o valor das marcas. Em geral, gestores das marcas tendem a lutar para valorizar suas próprias marcas. Discernir qual devem ser a (as) marca (as) após a fusão é uma operação delicada e com forte carga emocional. 

Daí a necessidade de consultores de Branding externos. Eles podem atuar com objetividade e visão estratégica. Marca é negócio, não é vaidade. É difícil se desapegar dos valores obsoletos e reconhecer o valor futuro. Só com uma base racional que se pode definir o caminho das pedras capaz de transformar a marca em máximo valor econômico.

A marca é importante enquanto contribui para criar vínculos entre os consumidores e a empresa/produtos. Isto significa clareza e relevância. Clareza é ser simples e bem expressar a identidade dos produtos, diferenciando-os dos concorrentes. A relevância é o “x” da questão. 

Uma marca eficaz é aquela que atrai e seduz, inspira e se conecta com o consumidor. Se não é relevante, o consumidor dá de ombros e prefere o concorrente. No caso de fusão, a empresa precisa ter cuidado em não perder clareza e relevância, cristalizadas nas marcas.

Para saber o que fazer nos casos de fusões e aquisições de empresas, o Branding utiliza diversas ferramentas: pesquisas de mercado, auditorias de mensagens, histórico das marcas, investigação de sua essência ou o DNA da marca, e principalmente, conhecer a visão da estratégia de negócios. Este é o principal vetor para determinar a estratégia das marcas.

As dificuldades, ou melhor, as complexidades do Branding em fusões e aquisições, são sempre semelhantes, em qualquer setor do mercado, seja qual for o porte das empresas. Sempre há o risco de traumatizar os públicos, externo e interno.

Na prática, a decisão do que fazer com as marcas depende da própria visão do mercado: uma pesquisa e uma correta interpretação são as ferramentas essenciais. Existem diferentes estratégias de marcas em casos de fusões e aquisições: 

1º - Lei do mais forte: a marca mais forte sobrevive e as mais fracas desaparecem. É o que acontece na maior parte das vezes, como no caso das aquisições feitas pelo Banco Santander e pelo Itaú;

2º - Lei do “ganha-ganha”: neste caso, quando as duas marcas são poderosas, a estratégia é sua manutenção em condições de igualdade. Foi o que aconteceu com a megafusão BM&FBovespa. Os dois nomes – o núcleo da marca – foram mantidos, mas, com um novo design de logotipo. Esta solução, em geral, tende a ser provisória. Apenas como uma ponte válida enquanto a nova empresa não toma uma decisão definitiva; 

3º - Lei da terceira marca: neste caso, cria-se uma terceira marca, como foi feito para a Brasil Foods, permanecendo as marcas Sadia e Perdigão. É a solução mais frequente para identificar empresas controladoras – holding – controlando um portfólio de marcas, de produtos. 

Como regra geral, a tendência é que a marca mais forte venha a prevalecer sempre. Porém, o difícil é saber qual a marca mais forte, com objetividade. Não basta parecer ser a marca forte. É necessário conhecer e pesquisar os consumidores e os stakeholders. Quem faz o valor da marca é o mercado – não é nunca a visão dos acionistas. Foi o que fizemos para o Grupo ABN AMRO quando comprou o Banco Real. 

Em princípio, desejavam eliminar a marca Banco Real e fazer prevalecer ABN AMRO Bank. Porém, nossas pesquisas indicaram futura resistência dos clientes e dos funcionários do Banco Real. Decidiu-se então encontrar uma solução mista, isto é, símbolos e cores do ABN AMRO com a manutenção do nome Banco Real, integradas à adoção dos valores culturais do ABN AMRO – sustentabilidade, humanidade, ética e transparência. Toda a comunicação da marca Banco Real passou a seguir, com disciplina, estes valores, muito bem disseminados.

Há alguns exemplos de fusões fracassadas, como a falecida Autolatina, fusão da Ford e da Volkswagen na América Latina. Neste caso, a diferença entre as culturas de Ford e Volkswagen criou barreiras para a sua unificação. Em conseqüência, na fusão abortou-se e a nova marca simplesmente desapareceu. Se não há integração entre processos e processos e pessoas, a nova marca desaparece, simplesmente. 

Para que o sucesso dos processos de fusão e aquisições seja completo, o Branding precisa estar incluído em todas as etapas de planejamento. Trata-se de um passo essencial para valorizar o patrimônio dos acionistas. Não se deve tentar uma solução simples e barata. Inovar em nomes ou logotipos não basta. A marca é algo muito mais complexo.

Fonte: HSM

IDENTIDADE CORPORATIVA

Entenda o que é Identidade Corporativa e principalmente, aprenda diferenciá-la de 
Imagem Corporativa.


DESCASQUE A VODKA SMIRNOFF

Descasque essa fruta! Esse é o kit promocional da Smirnoff, produzido pelo estúdio JWT Brasil, de caipirinhas para descascar.

Muito Criativo! Muito mesmo!


RETRATO DO MARKETING DIGITAL NO BRASIL

Pesquisa do Mundo do Marketing indica que 90% das empresas investem em ações online



O Marketing Digital é uma realidade para o mercado brasileiro. É o que indica a segunda edição da Pesquisa Marketing Visão 360º, realizada pelo Mundo do Marketing em parceria com a TNS Research International. De acordo com o estudo, 90% das empresas – nacionais ou multinacionais – realizam ações de Marketing no ambiente online.
O levantamento entrevistou 372 profissionais das áreas de Marketing e planejamento de empresas dos setores de serviços, varejo, agências de publicidade, bens de consumo, consultorias, agências digitais e bens duráveis. A maioria das companhias a investir em Marketing Digital é brasileira (85%), sendo 54% de pequeno porte, com até 99 funcionários.
O e-mail Marketing continua sendo a ferramenta mais utilizada, com 80% das citações. Em seguida, aparecem redes sociais (67%) e Links Patrocinados (53%). "O e-mail Marketing é o mais usado porque está na cultura das empresas há mais tempo, tem um bom custo benefício, resposta rápida e é usado para os mais diversos tipos de contato, principalmente para vender e manter o relacionamento com o consumidor", diz Bruno Mello, Editor Executivo do Mundo do Marketing.
Twitter é o preferido entre as redes sociais

Já com relação à efetividade das ações realizadas, os Links Patrocinados vêm em primeiro lugar, com 22%, seguido por SEO (Search Engine Optimization), com 12,6%, Plataformas interativas (7,8%), redes sociais (7,2%) e ações de Marketing viral (5,6%), enquanto o e-mail Marketing aparece com apenas 4,3%.

 "É preciso ter uma estratégia específica para o e-mail Marketing. Ele preciasa ser pertinente. Por isso, perde em efetividade para os Links Patrocinados, que conseguem ser ainda mais segmentados", conta Mello. De olho nas tendências, as companhias também apostam em ações de Marketing nas redes sociais. Dos 67% dos entrevistados que disseram investir nestes canais, a grande maioria (92%) prefere o Twitter. Já 69% estão presentes no Facebook, enquanto 58% mantêm contato com os consumidores por meio do Orkut.
"As ações de Marketing Digital mais 'modernas', como redes sociais, SEM e SEO, estão ganhando espaço frente às ações 'tradicionais', como e-mail Marketing, anúncios em sites e em portais. Além de ser apontadas como mais efetivas, são realizadas com mais frequência", ressalta Karina Milaré (foto), Diretora na TNS Research International, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Redes sociais são principal canal de monitoramento

As redes sociais ganham cada vez mais força e mesmo as companhias que ainda não atuam nestes canais pretendem investir ainda este ano. Da parcela que ainda não incluiu sites como Orkut, Facebook e Twitter em sua estratégia de Marketing, 64% afirmaram estar dispostos a apostar na área a partir de 2011. As redes sociais também são o principal canal utilizado pelas marcas para monitorarem os consumidores no ambiente online.

Na hora de observar o comportamento dos internautas, o Twitter continua aparecendo em primeiro lugar, com 88%, enquanto o Facebook teve 76% das citações. Já o Orkut é mencionado por 64% dos entrevistados, ficando atrás dos buscadores como Google e Yahoo!, com 68%. Em quinto lugar aparece ainda o Youtube, com 56%.
Diante dos comentários negativos dos internautas, mais da metade dos entrevistados (51%) diz entrar em contato com o autor do comentário para reverter a impressão. Já 7% divulgam uma resposta na mídia por meio de release, enquanto outros 7% escrevem uma resposta no site ou blog da empresa. Há ainda 9% que dizem não tomar atitude alguma e outros 25% que nunca receberam comentários negativos.
Mobile Marketing deve expandir em 2011

Para as companhias que não realizam nenhum trabalho de monitoramento, o principal motivo é a falta de tecnologia interna (45%). Em seguida aparecem causas como custo alto para implementação da ferramenta (15%), falta de necessidade (12%) e falta de conhecimento de empresas que ofereçam o serviço (11%). Além do investimento em redes sociais, outra tendência crescente é a mobilidade. Em fase de desenvolvimento, apenas 23% das empresas disseram ter realizado alguma ação do tipo em 2010. A expectativa, no entanto, é que 54% comecem a usar a ferramenta este ano.

No Brasil, a evolução do Mobile Marketing parece ser uma questão de amadurecimento de mercado. "Destes 23% de empresas que realizam ações de Mobile Marketing, a maioria é composta por grandes companhias, pois as menores estão um estágio abaixo neste desenvolvimento, como no uso de plataformas interativas", ressalta o Editor Executivo do Mundo do Marketing.
Por Sylvia de Sá

COCA-COLA E O NOVO JEITO DE FAZER PATROCÍNIO


Muitas coisas mudaram e tiveram que se adaptar desde o advento (odeio ter que falar isso) da internet e de todos os outros meios digitais.
Um patrocínio, por exemplo, deixou de ser simplesmente a marca assinando um evento ou um conteúdo. Pelo menos é o que está acontecendo em alguns casos mais recentes de sucesso, como o 24hr Session com a banda americana Maroon 5, patrocinado pela Coca-Cola.
Neste caso, a marca inovou em tornar o evento mais participativo, permitindo a interatividade entre o público e o evento, que nada mais era do que a gravação de uma nova canção da banda de Los Angeles.
A diferença é que, dentro do estúdio, projeções tinham atualização randômica de palavras, mensagens e recomendações enviadas pelos fãs que acompanhavam o evento ao vivo, na internet, e colaboravam com a criação da canção.
Hoje, as pessoas são muito mais seletivas, por isso que os patrocínios que visam alcançar a melhor visibilidade para uma marca precisam estar atrelados a serviços úteis.
Aplicativos móveis também são outro grande exemplo, sendo que muitos deles são patrocinados por marcas das mais diversas categorias, e oferecem utilidades que amplificam as sensações e o contato mais envolvente com o público.
Resumindo, o melhor patrocínio é aquele que mistura brand experience com brand utility.



Por Gabriel Jacob  
Fonte: Ad Vertido

COMO OS CONSUMIDORES REAGEM AO MOBILE MARKETING?

Estudo da Acision apresenta panorama do mercado nacional e perspectivas para o futuro


Os consumidores brasileiros estão receptivos ao Mobile Marketing. É o que aponta a 7ª edição do Monitor Acision de Valor Agregado Móvel (MAVAM). Cerca de 79,1% dos entrevistados afirmam estarem dispostos a receber mensagens em seus celulares, desde que sua privacidade seja respeitada. O estudo traz ainda as principais oportunidades e desafios para o desenvolvimento do Mobile Marketing no Brasil, mas caberá às empresas entender o que é relevante na comunicação com os consumidores para ganhar mais espaço no mercado.

O levantamento coletou dados de 1.206 consumidores via web e telefone no Brasil, no período de 9 a 21 de fevereiro. O perfil dos entrevistados está na faixa etária de 18 a 65 anos, das classes A, B e C e usuários de telefonia celular. Esta edição apresenta o crescimento do setor no país, que encerrou o ano de 2010 com receita de quase R$ 10 bilhões, representando um aumento de 42% em relação a 2009.

Atualmente, o Brasil conta com 205,15 milhões de usuários de telefonia móvel. No início de 2011, a densidade chegou a 105,74 aparelhos por 100 habitantes. As empresas que dominam este mercado são as Operadoras de Telefonia Móvel, que tem participação de 78,7%. O que sobra, fica dividido entre as empresas de bens de consumo (13%) e serviços (8,8%). Com base nesse cenário, a maior parte das mensagens de Mobile Marketing é de produtos e serviços das próprias companhias de telefonia (34,7%).

Desafios do mercado

Marcelo Castelo - Mobile MarketingO estudo indica que o SMS ainda é a plataforma tecnológica mais eficaz na comunicação móvel com os consumidores. Segundo dados do MAVAM, nos últimos três meses, 88% dos brasileiros utilizaram o serviço. “Quase todas as mensagens enviadas via SMS são lidas. Há mais gente tendo contato com o SMS do que com jornais ou revistas”, afirma Marcelo Castelo, CEO da agência digital F.Biz, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Embora essa perspectiva seja otimista, ainda há um contingente de 31,3% de consumidores que quase não utilizam a tecnologia. Dentro deste total, a falta de interesse é o principal obstáculo mencionado por 77,8% dos entrevistados. Já o preço é uma preocupação para apenas 9,5% dos brasileiros. Este dado apresenta o potencial do mercado nacional, que mesmo operando com uma base de 83% de linhas pré-pagas, demonstra um interesse do consumidor em relação ao serviço.

Há também uma questão cultural a ser vencida. O brasileiro prefere realizar uma chamada a digitar um texto. Para 36,5% dos entrevistados, o SMS irá crescer no próximo ano. Já para mais da metade dos consumidores, 52,5%, o uso da tecnologia se manterá estável. A pesquisa aponta que as empresas terão de oferecer mais do que ofertas e serviços e investir em estratégias de aproximação para conquistar esta parcela do mercado.

Descontos e segmentação geográfica geram mais interesse

Relevância é uma palavra chave na relação com os consumidores. As mensagens que têm se mostrado mais eficientes são as de descontos em roupas e eventos, com 64% de interesse. Este dado mostra que mesmo com a maior parte do mercado na mão das operadoras, o setor de serviços sabe como se posicionar frente à concorrência.

A distribuição de prêmios também é um item mencionado na pesquisa pelos consumidores. Um total de 44% deseja receber estes conteúdos em troca de prêmios ou presentes. Já 49% dos entrevistados estão dispostos a aceitar ações de Mobile Marketing, desde que recebam créditos de SMS ou minutos de voz em troca.

Outro critério destacado pelo estudo como relevante é a localização geográfica. Para 61% dos entrevistados, as mensagens deveriam conter informações sobre shows e eventos próximos aos seus domicílios e locais de trabalho. Já 54% gostariam de receber informações sobre descontos em lojas ou serviços em suas vizinhanças. Esses dados apontam para a necessidade de um investimento em estratégia de segmentação de conteúdos por território.

Smartphones colaboram para expansão do setor

Um dos fatores que impulsionaram o crescimento do Mobile Marketing no Brasil é o aumento do uso de smartphones, seguido pela maior oferta de internet móvel. Um total de 56,5% dos entrevistados acessa a internet pelo celular. “Esse é o ano do Mobile Marketing em nosso país. Com os smartphones compondo 15% da base de telefonia haverá espaço para o surgimento de novos modelos de comunicação, aplicativos e aperfeiçoamento da tecnologia de SMS.”, afirma o executivo da F.Biz.

Apesar das oportunidades, o Mobile Marketing não parece ser o melhor meio para inovações. O levantamento aponta que 65,3% dos consumidores são mais receptivos a mensagens que ofereçam serviços ou produtos usados por eles habitualmente.

O estudo conclui que, para conquistar espaço neste mercado, as empresas devem investir suas ações de Mobile Marketing em estratégias que foquem a personalização do conteúdo e a segmentação dos usuários. Os consumidores estão abertos a se relacionar com as empresas, desde que vejam seus limites respeitados. 



MOBILE MARKETING: QUANTO MAIS RELEVANTE, MELHOR

No último Email Evolution Conference, em Miami, 2011 foi considerado “o ano dos mobiles”. E não sem razão: já em 2010, havia mais de cinco bilhões de telefones celulares no mundo, segundo levantamento da empresa Wireless Intelligence, que os apontou como os dispositivos mais vendidos do planeta – no mesmo período, o total de PCs não atingia nem a marca de três bilhões. Os tablets, que despontaram com força em 2010, também mostram potencial, embora em volume de vendas e popularidade não ameacem a supremacia dos celulares.

O momento, portanto, é mais do que favorável para o desenvolvimento de ações de marketing formatadas para mobiles. “O mercado mundial de mobile marketing cresce mais de 40% ao ano, e traz possibilidades na comunicação com os consumidores que não tivemos até hoje,” afirma Jesper Rhode, presidente do conselho da Mobile Marketing Association Latam e diretor de parcerias e inovação da Ericsson América Latina. “O aplicativo móvel, seja um celular ou um tablet, é mais individual e geralmente utilizado por uma única pessoa. Por isso, podemos obter muito mais informações sobre o usuário e adequar melhor o marketing para cada segmento”.

Os aplicativos móveis permitem ações com diferentes formatos: SMS, banners convencionais, aplicativos relacionados a produtos, aplicativos com geolocalização, rolls para streaming de vídeo e… email marketing! Afinal, com o advento dos smartphones e o aperfeiçoamento dos aparelhos convencionais, já se pode, nos celulares, baixar emails tal como no PC ou no notebook. Assim, ao planejar campanhas de email marketing, as empresas não podem ignorar o poder de fogo dos mobiles.

“Caso percebam que pelo menos 10% de sua base acessa as mensagens de email marketing em aplicativos móveis, as empresas precisam desenvolver peças customizadas para sites menores”, afirma Luiz Augusto Pereira, Diretor Comercial da VIRID Interatividade Digital. “Quando o browser identifica o dispositivo móvel, pode mostrar um site mobile, que tem visualização melhor”. No entanto, no Brasil, a grande maioria das empresas não possui um mobile site.

Menos é mais

Ao planejar uma campanha de mobile marketing, é imprescindível que as empresas conheçam muito bem o perfil de seu público e as ações com que ele tem mais afinidade para, a partir daí traçar suas estratégias. “Tudo é uma questão de target: quanto mais relevante, mais atrativa a ação fica para nós como consumidores”, diz Rhode. “O ideal seria receber uma proposta de um bom negócio no instante em que vamos tomar uma decisão de compra e, mais ainda, que seja uma proposta exatamente do jeito que a gente quer. Isto seria o cenário ideal para targeted advertising”.

No caso específico do email marketing para aplicativos móveis, ao planejar uma ação, menos é sempre mais. Afinal, o dispositivo requer uma comunicação objetiva e direta, e a mensagem deve ser o mais concisa possível, sem muito texto.

Investir no email marketing para mobile significa a possibilidade de manter um canal de relacionamento privilegiado com o consumidor. “Podemos enviar as mensagens de email marketing e, posteriormente, usar o SMS como ação complementar, o que constitui uma ação de relacionamento completa”, diz Luiz Pereira.

A plataforma Virtual Target, aliás, oferece todos os requisitos para quem deseja apostar – com sucesso – em ações desse tipo. “Nos relatórios gerados pela plataforma, é possível identificar o leitor utilizado nas mensagens de email marketing, incluindo o dispositivo móvel, e avaliar o resultado de cada campanha, as mensagens mais acessadas etc., o que permite mensurar o ROI com precisão”, diz Pereira. “E a empresa ainda fornece todo o suporte necessário no planejamento e formatação das mensagens”.

Mais conscientização

No Brasil, país onde a quantidade de aparelhos de celular supera os 205 milhões, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas ainda não atentaram para a importância dos mobiles e para a necessidade de adequar suas campanhas de email marketing a essas plataformas. “Ainda não há, no mercado, uma preocupação real em saber exatamente quantas pessoas acessam as mensagens pelos dispositivos móveis”, diz Pereira.

E quais são as dificuldades para fazer o mobile marketing emplacar por aqui? Como o mercado do mobile marketing brasileiro ainda é fortemente baseado em SMS, um fator preocupante é o custo das mensagens, que se reflete na baixa utilização do serviço. “No Brasil, envia-se entre 10 e 20 mensagens por mês, enquanto o mercado norteamericano já ultrapassou as mil mensagens mensais. Isso, e também o custo da banda larga móvel, é visto como barreira por muitas empresas”, afirma Jesper Rhode.

Na contramão desse cenário, o Grupo Pão de Açúcar é exemplo de empresa que já percebeu as vantagens do mobile marketing. “Trabalhamos com essa frente há alguns anos”, conta Andrea Dietrich, Coordenadora de E-Marketing do Grupo Pão de Açúcar. Primeiramente, a empresa tombou as mecânicas promocionais para modelo SMS, depois investiu em ações promocionais via bluetooth e QR Code. “No ano passado, lançamos alguns aplicativos, como o do Extra, Ponto Frio e Pão de Açúcar, com estratégias diferentes e estamos constantemente conhecendo e explorando novas estratégias. Existem inúmeras alternativas de como explorar mobile marketing para benefício do seu negócio”, afirma ela.

Assim, está na hora de abrir os olhos e aproveitar as opções disponíveis, para não perder uma fatia importante do mercado.  “É bom que as empresas comecem a atentar para o mobile marketing o quanto antes. Hoje o Brasil conta com 205 milhões de celulares, número que só tende a crescer. Trata-se de um caminho sem volta”, sentencia Luiz Pereira.

Fonte: Virid

AFINAL, O E-MAIL MARKETING VAI ACABAR?

Especialistas derrubam teorias que põem em dúvida a efetividade da ferramenta


Destaque

Algumas teorias põem em dúvida o prazo de vida do e-mail Marketing. Será que ele vai acabar? Os dados de empresas especializadas no assunto como Virid e Dinamize, entretanto, desmentem as previsões e mostram um crescimento exponencial da ferramenta. Por ano, este tipo de ação de Marketing cresce cerca de 150% e atinge os consumidores em estratégias de Relacionamento e Promoção. 

As empresas investem cada vez mais em ações com esse formato, como nos casos da Wine e da Lopes, que trabalham desta forma para se aproximar de seus consumidores. As marcas destinam parte do faturamento à utilização da plataforma e não acreditam na sua extinção. Um dos motivos para o crescimento do e-mail Marketing é o fato de que a maior parte da população está conectada por conta do barateamento da banda larga e do aumento do número de smartphones. 

A previsão é que nos próximos três anos esta e outras ferramentas expandam ainda mais a presença na internet “É preciso acabar com a ideia de que para uma mídia existir outra tem que sumir. O Google, o e-mail Marketing, o chat corporativo, tudo isso vai crescer”, diz Jonatas Abbotti, Diretor Executivo da Dinamize (foto), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Informal x Formal

A Dinamize envia cerca de 200 milhões de e-mails por mês. O número é alto, mas tem pouco destaque quando comparado a empresas norte-americanas que chegam a enviar oito bilhões. A ferramenta é utilizada pelas marcas de maneira pró-ativa, visando ampliar o relacionamento e fazendo promoções. 

As teorias que envolvem o fim do e-mail Marketing estão diretamente relacionadas às mídias sociais, que são mais informais e disseminam as informações com mais rapidez. Contudo, os especialistas afirmam que o e-mail tem características únicas e funciona com a identidade do consumidor na internet. O principal uso é para trabalho e até para entrar em uma rede social é preciso dar seu endereço eletrônico para cadastro. “As marcas já descobriram que as pessoas não ficam no Facebook o tempo todo, mas a caixa postal está sempre aberta”, afirma Jonatas.

O e-mail agrega valor às redes sociais que, por sua vez, aumentam o consumo de e-mail Marketing. As ferramentas se somam e ampliam o número de contatos. “Tudo o que dizem está relacionado à conversa informal de e-mail. Estas sim perderão espaço para as redes sociais pela rapidez e informalidade. Na minha visão, é muito difícil o e-mail marketing acabar pelo potencial que representa para as empresas e por não encontrar outra ferramenta que o substitua”, diz Walter Sabini Junior, CEO da Virid, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outra característica marcante do e-mail Marketing é o fato de ser uma forma de comunicação barata. O custo para enviar um milhão de e-mails é baixo e a eficiência grande. Esse também é um dos motivos para o crescimento. Já a má fama do e-mail Marketing está atribuída ao mau uso feito por algumas empresas e aos spans. Quando bem trabalhado, o canal é relevante. 

Porta a porta online

Um exemplo de marca que investe no setor é a Wine, que vende seus produtos exclusivamente pela internet e utiliza o e-mail Marketing como ferramenta principal de relacionamento com o consumidor. A marca classifica a iniciativa como um “porta a porta online” que já conta com 35 mil endereços eletrônicos cadastrados. “Das pessoas que recebem o e-mail, 70% compram no site. A taxa de conversão media é de 6% e em dezembro chegou a 20%”, diz Aloisio Sotero, Diretor de Marketing da Wine, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outro exemplo são os sites de compras coletivas que investem fortemente nesta ferramenta. Os consumidores se interessam em receber as promoções, mesmo que não comprem. A classe C, por exemplo, vê no e-mail Marketing uma forma de acompanhar as novidades de maneira cômoda. Este segmento pode ficar seis meses sem comprar, mas se mantém informado sobre preço e produto. 

“Nem todos os sites de compras coletivas é que não vão durar muito. Há 10 anos, os sites de leilão eram febres e hoje não temos nenhum. Nem o Mercado Livre pode ser considerado um deles, é de compras”, afirma Marcelo Sant'Iago, consultor da VIRID Interatividade Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Cuidados para não errar

 A Lopes também investe na ferramenta e não acredita na extinção do e-mail Marketing. A decisão de utilizar o e-mail Marketing ocorreu por ser um canal rápido de comunicação com os clientes para garantir que ficassem sabendo sobre o início da venda de um produto. “Também queríamos enriquecer o relacionamento e esta ferramenta cobre a deficiência de comunicação, já que o consumidor pode retornar o e-mail com alguma dúvida”, diz Arthur Sindoni (foto), Gerente Executivo de Gestão de Clientes e Gestão de Processos de Negócios da Lopes, em entrevista ao Mundo do Marketing. 

O retorno em vendas é positivo. Cerca de 6% do faturamento é gerado a partir do e-mail Marketing. Mas é preciso certas precauções para não prestar um desserviço. A empresa toma o cuidado em não mandar mais do que um e-mail por semana para os clientes. “São cerca de três milhões por mês, sendo que cada endereço recebe apenas dois durante o período”, diz Sindoni.

Por Juliana Castro

PALESTRA "IDENTIDADE CORPORATIVA COMO REFERÊNCIA ESTRATÉGICA"



Belo Horizonte receberá a consultora Lígia Fascioni (Doutora em Gestão do Design e uma das maiores referências nacionais em Identidade Corporativa) para uma palestra com o tema DNA EMPRESARIAL: Identidade corporativa como referência estratégica.

A palestra - seguida de noite de autógrafos do livro com o mesmo nome - será no dia 28/03, segunda-feira, às 19h30, no auditório do SENAC-MG (Rua Guajajaras, nº 40, 16º andar - Ed. Mirafiori - esquina com Afonso Pena).

Para inscrições gratuitas, enviar nome e contatos para falecom@flaviotofani.com.br e aguardar confirmação de participação.
abcs